A falta de espaço para sepultar obriga a abertura de covas do lado de fora do cemitério

A situação tem incomodado a muitos familiares que necessitam de um local para sepultamento em Brumadinho. Como não fosse o suficiente a tragedia e a perda irreparável de vidas que foram ceifadas pelo desastre, os familiares se deparam com a falta de preparo para lidar os mortos vitimas da Barragen da Vale no Corego do Feijão.
O cemitério ficou pequeno para receber a quantidade de corpos retirados debaixo da avalanche de lama causada pelo rompimento da barragem da mineradora, em 25 de janeiro.
Resultado disso são covas que passaram a ser abertas do lado de fora do cemitério. A necessidade de novos túmulos fora deixou moradores do vilarejo indignados. O servente de pedreiro Sidney Aparecido da Cruz, de 44 anos, não esconde a tristeza.
Sidney Aparecido já sepultou a irmã, que trabalhava numa pousada jogada ao chão pelo mar de rejeitos de minério, no domingo passado. E aguarda o dia em que os bombeiros vão encontrar os corpos de um sobrinho e a prima que moravam numa casa contruida no caminho da avalanche.
Muitas vítimas da barragem moravam em Córrego do Feijão, lugarejo cercado por montanhas e bem abaixo da represa que se rompeu. Para abrir as covas ao lado do cemitério, uma área de mata nativa precisou ser devastada.
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