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O que acontece com os implantes de silicone quando a pessoa é cremada?

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Muitas pessoas colocam silicone no corpo por estética ou para corrigir imperfeições 

Quando uma pessoa que possui silicone no seu corpo é cremada e possui implante, o resultado não agrada muito os cremadores, após a cremação fica no forno uma gosma pegajosa, para o azar do trabalhador do crematório, que precisa raspar todo equipamento para limpá-lo.

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O cadáver é submetido ao calor de 1.600 ºC e toda sua matéria orgânica é queimado. Mas, os implantes de silicone suporta muito mais calor, transformando uma substância gosmenta que requer limpeza extra aos técnicos de cremação. Na prática, os implantes são geralmente cremados com o corpo, mas eles têm o potencial de derreter e deixar uma gosma gelatinosa presa ao fundo do forno.

Diferente dos implantes de marca-passos cardíacos que podem explodir com o calor extremo de uma cremação e são sempre removidos antes da cremação.

Há uma grande citação da Associação de Cremação da América do Norte [CANA] que basicamente diz: Não é motivo de preocupação, isso não interfere no processo de cremação. Vamos limpar a máquina e estará pronto para outra cremação. 

No entanto, alguns crematórios, de fato, insistem na remoção de implantes de mama, seja por qualquer embalsamador ou por um cirurgião, para tornar o processo de limpeza um pouco menos complicado. Este problema específico ainda é relativamente novo na história da cremação, já que implantes mamários de silicone só foram desenvolvidos em 1961, e usados pela primeira vez em 1962.

O uso cada vez mais frequente em cirurgias de reparação corporal, torna o problema crescente. Nos Estados Unidos 286.250 cirurgias de aumento de mama foram realizadas em 2014, tornando-se o procedimento cosmético mais realizado e em 77% teve uso de próteses de silicone. No Brasil esse não temos os numero que também é bastante significativo.

Uma saída para esse problema seria a adoção dos tipos de silicone mamários salinos que não causam o mesmo efeito na cremação.

E se a pessoa for sepultada

Se a pessoa for sepultada em um cemitério público, após 3 anos o corpo passa por uma exumação. Nessa ocasião solene, ao menos um familiar precisa assistir a um funcionário do cemitério abrir o túmulo, desenterrar o caixão e juntar seus ossos para colocar no ossuário (as famosas gavetinhas).

Em um jazigo comum de cemitério particular, o constrangimento é o mesmo, mas demora em média dois anos a mais para acontecer. Se a pessoa tinha implantes, eles estarão lá, intactos, e costumam ir do túmulo para o lixo.

Caso você esteja pensando em economizar o suficiente para garantir uma morada eterna, saiba que nem ela é garantia de sossego: você ainda corre o risco de ser exumado junto com seu par de implantes.

mazinha

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